Futuro prefeito de Uberlândia apoia o congelamento de investimentos em Saúde e Educação. Entenda a PEC 241 e o complexo de Odelmo Leao em bater em ‘cachorro morto’

Este texto não tem nenhuma intenção política ou de ataque. Em livre uso do direito democrático, os comentários e direitos de resposta estão abertos para que seja livre o exercício da democracia. Inclusive, caso a assessoria de Odelmo Leao queira , podemos publicar uma resposta com a mesma notoriedade e destaque desta metéria em questão. 

A cara desta novo governo ainda não é definido, mas pelos aliados e pelas medidas que tem tomado, fica muito claro que não há efeitos populares que aprovam a governabilidade destes novos nomes que mandam e desmandam no país agora.

Aecio-Temer

O governo Temer já mostrou que gosta de governar sozinho. Sem diálogo com a população e sem qualquer tipo de debate, o governo interino adora trabalhar e agir na calada da noite para impor Medidas Provisórias, PEC, e outras alterações nos direitos e conquistas da sociedade sem que seja amplamente estudado e debatido com a sociedade.

ODELMO E O TIRO NO PÉ

Bem, vamos por partes! Quem é de Uberlândia conhece e sabe quem é Odelmo. Homem de trabalho de sucesso política em nossa cidade. Não obstante seus êxitos na Câmara, Odelmo conquistou a prefeitura de Uberlândia pelos próximos anos, e promete reconstruir a cidade.

Pois bem, mas Odelmo mostra tanto profissionalismo e conhecimento em gestão que peca em algumas falas. Quem assistiu às entrevistas e ao único debate que foi ao ar entre os candidatos à prefeitos se decepcionou com  o nível e qualidade da discussão política pelo pleito de 2017/2020 .  Mas isso é conversa para outra hora!

Veja aqui à entrevista de Odelmo:

TIRO NO PÉ 1: 

Desde que abriu-se o processo de Impeachment, Odelmo alardeia em  suas redes sociais que o “Pête quebrou o país”. E só isso! Ora, Odelmo insiste que o PT sozinho quebrou todo o país (e não duvido disso) e ignora em seu discurso a forte crise política e principalmente a referencial crise econômica que ESTAMOS vivendo ainda.

Odelmo não fala sobre as despesas discricionárias, também nunca vi ele falar que parte desta crise vem do pagamento de servidores federais que consome em média R$ 252,6 bilhões, superando todo o valor disponível para investimentos, isso sem falar da queda do preço no barril de petróleo, sem citar a crise na china e sem discutir sobre o problema que tivemos na inflação. Mas, isso deveria ser levantado pelo senhor Odelmo, que não usa de transparência em seus discursos e apenas aponta para o “petê”  a culpa de toda esta crise!

Particularmente, acredito que Odelmo tenha usado esse discurso para se promover meio às massas que assim como eu, estamos cansados de corrupção, que (por sorte ou por azar) ficou estigmatizado como símbolo do  “petê”.

TIRO NO PÉ 2: 

Não bastasse esses impasses,  é importante falar da proximidade de Odelmo com o chamado golpe em curso no país. O processo é legal, mas a legitimidade é questionavel futuro prefeito.

 

TIRO NO PÉ 3: 

Odelmo votou SIM em uma PEC obscura e ainda não totalmente entendida por grande parte da sociedade. Essa PEC tem uma proposta de congelamento dos gastos públicos que dura 20 anos! Se acreditávamos que o voto de cabresto tinha acabado, esta votação explicita que não acabou! E que sim, é possível votar em algo que não se tem total esclarecimento e que não foi discutido com a população. E ora, se um deputado defende os interesses e direitos da população, como que o mesmo empurra goela à baixo uma PEC de 20 anos sem mesmo abrir diálogo com o seu povo?

Quando foi esclarecer seu voto, Odelmo coloca a culpa de novo no “petê”:

O complexo de Odelmo em repetir sempre que a “culpa de tudo é do petê” só esclarece ainda mais seu  estrelismo em patrocinar a derrocada ao Partido dos Trabalhadores. Meio ao ambicioso processo da oposição em tomar de assalto o poder, Odelmo estava no meio na pueril votação da Câmara dos Deputados, onde vimos deputados investigados falando em honestidade, vimos deputada citando o exemplo de honestidade do seu marido prefeito   preso no outro dia e no meio dessa falácia toda: Odelmo surge para votar seu SIM cascudo citando seus motivos ainda mais pueris. Não se votou pela irresponsável gestão de Dilma, votou-se por vingança. E essa vingança ainda enche os olhos de gente na câmara de sangue, ainda hoje insistem em chutar esse cachorro morto chamado Partido dos Trabalhadores. Caro Odelmo, pare de bater em cachorro morto. Está feio já!

 


MAS O QUE É A PEC 241?

Proposta apresentada pelo governo Temer quer congelar gastos com saúde, educação e assistência social por 20 anos
 É fato que o PT teve uma péssima gestão. Dilma foi fraca, Lula ambicioso demais e o PT viu suas colunas se ruírem sozinhas: o prato cheio para a oposição apagar de vez o vermelho da história do país. Com ou sem Lava Jato, a idéia é dizimar a oposição. Fim da democracia? 
O Estado está gastando demais e arrecadando de menos, Não há dúvida: de 2008 a 2015, os gastos cresceram 51% acima da inflação, enquanto a receita (aquilo que é arrecadado pelo Estado na forma de impostos) só aumentou 14,5%. E mais: em abril de 2016, a dívida pública chegou a 67,5% do PIB. Ou seja: o Brasil está gastando mais do que pode. A PEC pode limitar os investimentos em duas áreas fundamentais: a educação e a saúde. Esses setores são tão importantes que a grana gasta neles é determinada pela Constituição. Hoje funciona assim: da receita líquida do governo federal (o que sobra depois que ele distribui parte do que ganhou com impostos para os estados e municípios), 13,2% vai direto para a saúde e 18% para educação. Mas agora, com a PEC, esses gastos vão entrar no teto geral. Se o governo quiser aumentar investimentos nessas áreas (o que é sempre bem vindo), vai ter que reduzir outros custos. E isso tem grandes chances de simplesmente não acontecer.

Ela também limita os gastos do governo com funcionários e inibe a criação de cargos públicos – vamos ver menos concursos para juízes, diplomatas, auditores fiscais… A tendência é que contratem basicamente para substituir concursados que se aposentem. Ou morram. Num país onde um e cada cinco assalariados é funcionário público, isso é um assunto mais sério do que parece.

Apresentada pela equipe econômica do governo Michel Temer, a Proposta de Emenda à Constituição 241, que pretende congelar gastos em saúde e educação por 20 anos, avança com rapidez no Congresso Nacional. Um primeiro relatório, favorável à aprovação da proposta, foi apresentado na terça-feira 4 na comissão especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados e aprovado na quinta-feira 6.

Gastos-PIB

O que pode estar por trás proposta?

A PEC 241, tida como uma das principais razões da aliança entre PMDB e PSDB, garantegovernabilidade a Temer no Congresso. O interesse do PSDB pela aprovação da pauta explicita o caráter da proposta, afinada com a política de austeridade defendida pelo partido.

Diante da impopularidade da medida, seria interessante para o PSDB, que almeja o Planalto em 2018, vê-la aprovada sem ter o ônus de ser o responsável direto por ela.

Quando a PEC 241 deverá ser votada?

O tema tem sido tratado com urgência pelos interlocutores de Temer. Aliado do governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para a próxima segunda-feira 10 a primeira votação da PEC 241 no plenário da Câmara. A sessão, contudo, pode ser adiada.

Para ser aprovada, a PEC precisa passar por duas apreciações plenárias tanto na Câmara quanto no Senado. A intenção do governo é liquidar as quatro votações ainda este ano. Como se trata de alteração constitucional, a aprovação depende do apoio de três quintos dos votos na Câmara e no Senado, ou seja, 308 deputados e 49 senadores.

Nos bastidores, a PEC 241 é tratada como uma espécie de teste. Se o governo não for capaz de aprová-la, também não conseguirá aprovar a reforma da Previdência, tampoucomudanças na legislação trabalhista.

De acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, disse ter convicção de que a PEC 241 será aprovada. A declaração foi dada após um jantar na segunda-feira 3, do qual participaram ministros e cerca de 50 deputados da base aliada do governo.

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