Gilmar Machado perde apoio e conta com sete dos 27 vereadores

Fonte: Jornal Correio de Uberlândia.

CÂMARA

7 vereadores são da situação, 5 independentes e 15 da oposição (Foto: Celso Ribeiro)

O prefeito Gilmar Machado (PT) terá o apoio de menos de um terço dos 27 vereadores que atuam na Câmara Municipal de Uberlândia até o fim do mandato neste ano. Com as mais recentes mudanças no cenário político que ocorreram no último mês em virtude das eleições municipais, atualmente, 7 (26%) dos legisladores se declaram ainda como integrantes da base de sustentação ao Governo Municipal dentro do Legislativo local. Outros 5 (18,5%) apontam que atuam como independentes, ao passo em que a maior parte deles, 15 (55,5%), afirmam ser de oposição à gestão petista na cidade.

Um panorama que, na prática, tende a aumentar ainda mais a dificuldade que Gilmar Machado vinha tendo para aprovar, na Câmara, projetos de lei vindos do Executivo. Isso uma vez que, pelo regimento interno, é necessária maioria absoluta da Casa (14 votos) para que uma proposição seja aprovada. Outra situação poderá ser o uso mais frequente da tribuna, por parte dos vereadores, com o intuito de criticar atos tomados pela Administração Municipal.

A quantidade de apoiadores de Gilmar Machado na Câmara Municipal, hoje, é 65% inferior ao que ele já teve, em 2013, no início deste mandato do Executivo. Em fevereiro daquele ano, por exemplo, a Administração Municipal conseguiu arregimentar 20 vereadores do Legislativo uberlandense. De lá para cá, este número de apoiadores caiu gradativamente ao longo dos anos.

Sobretudo, conforme o CORREIO de Uberlândia noticiou neste período, devido às rupturas de partidos que originalmente firmaram acordos com o Governo Municipal. O último caso, por exemplo, ocorreu na semana passada. Ocasião em que o PSB, que é capitaneado pelo deputado federal Tenente Lúcio (PSB) e comandou duas secretarias na Prefeitura por três anos, anunciou a desvinculação ao governo. O ato liberou a orientação política dos quatro vereadores ligados à legenda que atuam na Câmara Municipal.

Líder do prefeito

Apesar do número reduzido de vereadores apoiadores ao prefeito Gilmar Machado até o fim do ano, o líder do chefe do Executivo na Câmara Municipal de Uberlândia, vereador Silésio Miranda, disse acreditar que não terá novos desafios para garantir a aprovação de projetos de lei do Executivo na Casa. “Quando é que eu tive vida fácil aqui?”. Para ele, a base governista da Casa, mesmo quando representava a maioria dos vereadores, nunca teve uma coerência.

“Sempre me recusei a fazer organização de vereadores devido aos partidos deles ocuparem espaços no Executivo. Trabalho defendendo projeto a projeto com todos os vereadores, independente de orientação política no momento”, disse. Tal estilo de atuar, segundo Miranda, pode ser prejudicial em garantir as pretensões da Administração Municipal em determinadas circunstâncias. “Mas, para a democracia, isso tem valor”, disse.

Exceções

Há dois casos considerados extraordinários dentre os vereadores que se declaram independentes ou opositores em relação ao governo do prefeito Gilmar Machado. O primeiro deles é do vereador Adriano Zago (PMDB), que declarou sua independência com veemência neste mês. Zago é uma das lideranças do PMDB local, que têm coordenado, ao menos, três pastas da Prefeitura até o momento. Ele também chegou a ocupar a vice-liderança do prefeito Gilmar Machado no fim de 2013.

“Sempre atuei de forma autônoma e combativa em relação ao Governo Municipal. Dentro do próprio PMDB, chegaram a me qualificar de oposicionista ao não concordar com determinadas orientações no passado”, disse, lembrando que não participa das reuniões dos vereadores da base, no Centro Administrativo Municipal, há dois anos.

O outro caso é do vereador Celso Santos (PRP). Em setembro do ano passado, ele rompeu com o PSC, que tem sido apoiador do governo Gilmar Machado desde o início da gestão, e migrou definitivamente para outros partidos de oposição. O último deles foi o PSD. No entanto, devido às conjunturas eleitorais, em abril deste ano, Santos resolveu se filiar ao PRP, que também é uma legenda apoiadora da gestão petista. “Migrei com a garantia de que poderia continuar atuando como opositor e de que não haveria orientações em relação à minha atuação”, afirmou.

 

Comments

comments

Douglas Alves

Douglas é fundador da página Uberlândia Blitz no Facebook e também editor do site e redes sociais do veículo. Apaixonado por comunicação. Fã de memes e formado em zoeira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Curta nossa página close[x]