Vagas de emprego destinadas a deficientes diminuem em Uberlândia

Queda na oferta foi de 62% comparando a 2015. A lei de cotas não é respeitada por muitas empresas.

Fonte: Jornal Correio.

A crise financeira e política também tem contribuído para a redução da oferta de vagas de emprego para as pessoas com deficiência em Uberlândia. No Sistema Nacional de Empregos (Sine), a queda na oferta de vagas de janeiro a maio deste ano foi de 62% para as pessoas com deficiência comparando com o mesmo período de 2015. Muitas empresas não cumprem a lei de cota para os decifientes.

Na Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu), a psicóloga que coordena o banco de empregos, Ivone Voiski, informou que de janeiro a maio deste ano foram oferecidas 421 vagas de emprego na Aparu e no mesmo período de 2015 foram 655 vagas, o que significa uma queda de 35,7 %. Neste ano também diminuiu o número de pessoas que procuraram a Aparu e foram admitidas nas empresas. De janeiro a maio de 2016 foram empregadas 26 pessoas e no mesmo período de 2015 foram admitidas 45. Ainda segundo Ivone, há pelo menos 60 pessoas em uma lista de espera e a maioria possui curso técnico e superior.

Segundo a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Compod), Marinéia Crosara, a lei estabelece que todas as empresas privadas com mais de 100 funcionários devem ter no seu quadro entre 2 e 5% dos trabalhadores com algum tipo de deficiência. A psicóloga afirmou que falta fiscalização. Marinéia também afirma que o Compod vai convocar, a princípio, todas as empresas com mais de 500 funcionários para um conversa, para entendimento do quadro. “A gente pretende auxiliar todas as ações do Ministério Público do Trabalho, incondicionalmente”, diz a presidente do conselho.

De acordo com a assistente social da Associação dos Surdos e Mudos de Uberlândia (Asul), Maria Aparecida de Padua, poucas empresas estão abrindo vagas ultimamente. “Realmente existe uma dificuldade junto às empresas e quando elas oferecem vagas demoram muito para fazer a seleção. Podemos contar nos dedos as empresas que contratam imediatamente. Geralmente demora de quatro a cinco meses. A pessoa com deficiência, às vezes, está desempregada e precisa ajudar no sustento da família, precisam de um trabalho rápido”, conta ela.

O técnico ambiental Diógenes Ribeiro Borges, de 25 anos, teve paralisia cerebral que afetou a coordenação do lado direito do corpo e procura emprego desde outubro do ano passado. Enquanto Diógenes não consegue uma oportunidade ele realiza estágio na Aparu. “Existe uma dificuldade muito grande para encontrar emprego, principalmente com a crise na economia. Nunca fiquei tanto tempo a procura de uma vaga.”, conta o técnico ambiental.

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