Vereador Márcio Nobre é indiciado por falsificação de documento em MG

Fonte: G1 Uberlândia

Casamento comunitário em Uberlândia foi alvo de investigações.
Político concederá entrevista na manhã desta quinta (9).

Márcio Nobre é citado em representação do MPE (Foto: TV Integração/Reprodução)
Márcio Nobre foi ouvido pela Polícia Civil em março
deste ano (Foto: TV Integração/Reprodução)

O vereador e ex-diretor da Fundação de Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Márcio Nobre, foi indiciado pela Polícia Civil de Uberlândia por falsificação de documento particular relacionado com a realização de um casamento comunitário feito em outubro de 2013.

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, em Belo Horizonte, que informou que o inquérito foi concluído na última sexta-feira e remetido à Justiça nesta quarta-feira (8) com o pedido de indiciamento pelo crime previsto no artigo 298 do Código Penal.

A reportagem também procurou o vereador, que informou não ter recebido nenhuma notificação ou ter acesso às peças do processo. Uma entrevista sobre o assunto será concedida à imprensa, ainda na manhã desta quinta (9), na Câmara Municipal de Uberlândia.

Evento foi alvo de investigação
O casamento comunitário ocorreu no dia 19 de outubro de 2013 com 350 casais no Ginásio do Sabiazinho. Na época, Márcio Nobre era presidente da Câmara e foi responsável pela organização do evento. Ele esclareceu que a Instituição Cristã de Assistência Social (Icasu) ficou responsável em administrar uma verba de R$ 136 mil repassada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Uberlândia, mas a instituição alegou que não participou do evento e que devolveu o dinheiro aos cofres públicos.

Menos de um mês depois, o caso foi parar no Ministério Público Estadual (MPE). Desde 2013, a Promotoria investiga a suspeita de superfaturamento e falsificação de documentos.

Em março deste ano, Nobre foi chamado à Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento sobre o caso e afirmou que não se envolveu diretamente na negociação com prestadores de serviço e nem usou o dinheiro público que foi repassado pela Prefeitura no casamento. “Foram os parceiros que sempre custearam o casamento comunitário. Toda vida o evento foi custeado por instituições, empresas e demais apoiadores”, disse.

Ele acrescentou que não participou do processo de negociações e que uma pessoa do gabinete dele era quem fazia o procedimento. O assessor de gabinete da época também foi indiciado pela polícia pelo mesmo crime.

Outro ponto investigado pelo MPE foi a promoção pessoal. Na página do evento, o telefone e endereço de contato eram os do gabinete do vereador, bem como os panfletos e convites da cerimônia que também usavam a imagem dele.

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