Minas Gerais registra aumento de 49 mortes por H1N1 em 2016

Em poucos mais de seis meses, neste ano, houve 49 mortes a mais provocadas por gripe H1N1 do que em todo o ano de 2015 em Minas Gerais. O último Relatório Epidemiológico da Gripe, informado pela Secretaria de Estado de Saúde, mostrou ainda o aumento de 178 confirmações de casos da gripe, neste ano, no comparativo com o ano anterior. No município de Uberlândia, duas mortes foram confirmadas até agora.

Em 2016, houve 51 mortes no Estado até o fim desta primeira quinzena de julho, contra duas em 2015 em decorrência de síndrome respiratória aguda por Influenza A (H1N1). Do total deste ano, a cidade com maior número é Campo Belo, no oeste mineiro, onde foram confirmados cinco óbitos. Ao todo, há 184 casos de contaminação com o vírus em Minas Gerais. No último ano, foram seis casos.

ALMIR

Em Uberlândia, foram registrados nove casos em 2016, dos quais seis deles foram tratados e os outros três pacientes morreram, sendo um adolescente de 16 anos, uma mulher de 42 anos e um idoso de 75. Porém, destes três óbitos, apenas o da mulher e o do idoso tiveram ligação direta com a Gripe H1N1, de acordo com análise da Fundação Ezequiel Dias (Funed). O adolescente também estava com esta doença, mas morreu por outras complicações.

O superintendente regional de saúde, Almir Fontes, disse que ainda é preciso um estudo mais aprofundado sobre a virulência dos vírus que circularam, neste ano no, Estado e, se for o caso, associá-los ao maior número de casos e de mortes em 2016. “Neste ano, com o tempo mais frio, de qualquer forma, há maior predisposição de contaminação com o vírus, pelo menos do ponto de vista da literatura (médica)”, afirmou.

Fontes considera as 51 mortes por H1N1 em 2016 preocupantes e a probabilidade, ainda segundo ele, é que exista uma ligação maior destes casos com grupos de imunidade mais baixa, como idosos ou crianças e pessoas com outras doenças que afetam suas defesas naturais.

Sobre a elevação de casos da doença neste ano, o médico infectologista Romes Rufino de Vasconlcelos disse que uma possibilidade é o diagnóstico estar mais efetivo. “Com mais casos aparecendo, são pedidos mais exames para detecção”, disse.

Relatório

De acordo com o Relatório Epidemiológico da Gripe, informado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, das 78 mortes em decorrência de algum tipo de vírus, neste ano, 35% delas, ou seja, 27, não tiveram ligação com a Influenza A (H1N1) comprovadamente.

Além do H1N1, responsável por 65% das mortes por algum tipo de vírus, 51 das 78 registradas, neste ano, estão as influenzas tipo A não subtipadas, com 22 mortes, um índice de 28% do total. Duas pessoas morreram por conta de complicações envolvendo o vírus Influenza B e três óbitos no Estado ainda não tiveram o tipo de gripe determinado.

ROMES-RUFINO-CELSO-RIBEIRO-30-1-2016

Orientação

Ainda que as temperaturas tenham subido em relação ao outono, o inverno vai até o mês de setembro e é possível se prevenir da gripe com atitudes como lavar as mãos e tapar a boca e nariz com o antebraço quando espirrar, segundo orientações médicas.

O infectologista Romes Rufino de Vasconlcelos afirmou que também é importante manter ambientes arejados para que o vírus não circule de maneira concentrada.

arte-h1n1

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

19 − 6 =