Não ame o próximo! Ame sua família.

Parece óbvio que os familiares estão próximos, e por isso o mandamento tão famoso. Mas quando analisamos com calma, vemos que não é bem assim.

É difícil colocar em prática o conselho de amar o próximo! Admita. Mesmo quando fazemos boas ações, fazemos sentindo a necessidade de fazê-las para nos sentir bem. É um exercício que deve ser colocado em prática: fazer o bem por ver a necessidade do outro, e não para se auto-promover em silêncio. Essa coisa de se promover em silêncio é quando fazemos uma boa ação, e dentro de nós nos sentimos homenageados, não contamos para ninguém, mas nos sentimos melhor e superiores em poder ajudar o outro. Isso não foi uma boa ação. Não mesmo.

O filme ” O menino do pijama listrado ” é um exercício para nós, que precisamos a aprender a amar sem etapas, sem escamas.

Mas, sobre  amar o próximo, é bem simples: Não ame. Deixe que outro o amará. É sério! Que tal se começarmos a amar nossa família? Imagine comigo: se todos tem uma família (Por mais indigente que seja, todos tem uma família. Grande ou pequena, morando perto ou longe, mas todos tem) e todos tem parentes é só colocar em prática o amor. Ora, se um morador de rua se sente desolado e pede alimento para um estranho, provavelmente ele será tratado com indiferença. Agora, imagine se um morador de rua pede ajuda para um familiar dele, o certo seria ele ser ajudado. Entende meu raciocínio agora?

Por que é tão dificil amar ao próximo?

Sabe quando éramos crianças, e brincávamos tanto com um brinquedo que ele se tornava sem valor e monótono. Quando recebíamos uma visita de algum coleguinha, ele via este brinquedo ignorado por nós e na mesma hora, este brinquedo se tornava interessante novamente.

Pois é, as frustrações ocorrem porque criamos expectativas em torno de outrem. Você pode eleger aqueles a quem dará incondicionalmente o seu amor, mas a recíproca não é verdadeira pois não se formou empatia. Diga-se simpatia entre ambos. No âmbito familiar, é tão mais difícil manter essa empatia. Sempre que nos decepcionamos com nossos familiares nos tornamos apáticos e céticos sobre o amor familiar. E isso faz com que seja mais fácil amar o desconhecido do que amar quem é de nosso ciclo familiar. Ou seja, ” o brinquedo que estamos acostumados todos os dias se torna ignorado “.

O próximo está muito longe, precisamos admitir. Você que faz boas ações sempre, sabe que muitas vezes precisamos andar um pouco, ou ir em outro bairro para dar assistência a uma pessoa que necessita de ajuda. Não é verdade. Algumas outras vezes, eles vem à nossa casa, mas na maioria das vezes, e sempre é assim, os necessitados estão longe. Então, quando defendo que devemos deixar que o próximo seja amado por outras pessoas, quero lhe dizer que  você deve amar quem está próximo de você. Ora, imagine comigo, se este sentimento se tornar universal, rapidamente todos os desamparados nesse mundão de meu Deus deixarão de ser desamparados. Sempre perto de alguém, tem alguém! É lógico. Mas, e esse alguém, está tão perto assim?

NINGUÉM É, TODO MUNDO ESTÁ!

Precisamos entender que ninguém é nada! Simplesmente está sendo algo. Ou seja, quando passamos perto de alguém em um momento difícil, precisamos entender que o mesmo problema pode ou um dia irá nos atingir com a mesma força que atingiu nosso próximo. Hoje estou com uma casa, alimento, uma cama, amanhã não sei como estou!

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Quer assistir o filme que citei, achei um link maroto para você ver o filme: CLIQUE AQUI

No Filme Online O Menino do Pijama Listrado ,durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, quando o patriarca é ordenado a trabalhar em um campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, começa uma linda amizade com um menino judeu da mesma idade. O filme mostra o modo como o preconceito, o ódio e a violência afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças.

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