Restrição de doações diminui em 85% a arrecadação de candidatos.

Fonte:Correio.

A 26 dias das eleições, os cinco candidatos a prefeito em Uberlândia receberam até agora, juntos, R$ 1.17 milhão em doações para as respectivas campanhas, segundo revela última atualização do sistema online de consulta de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o DivulgaCandContas 2016. Um valor que representa, até o momento, 15% dos R$ 7,65 milhões arrecadados pelos três candidatos a prefeito que concorreram ao Executivo municipal do pleito de 2012, ou seja, uma redução de 85% do valor anterior.

arte-07-09-A03

O montante somado de todos se refere às doações provenientes de pessoas físicas, de recursos próprios ou de repasses de verbas públicas do fundo partidário. Isso uma vez que, a partir deste ano, está proibida a tradicional captação de valores com pessoas jurídicas (empresa). Algo que, conforme as gerências de campanhas e os partidos, está refletindo na capacidade de financiamento das campanhas.

Quem mais arrecadou até o momento é o ex-prefeito e deputado federal Odelmo Leão (PP). Foram cerca de R$ 700 mil que foram enviados pela direção nacional do PP pelo fundo partidário. “Estamos buscando doações de pessoa física. Estamos de portas abertas, mas está difícil. De qualquer forma, nossa campanha não custará mais que R$ 1 milhão ao todo. Se precisarmos de ajuda, o PP poderá nos ajudar com mais fundo novamente”, disse a presidente da sigla na cidade, Ana Paula Junqueira.

O economista e ex-secretário municipal de Trânsito e Transportes (Settran) Alexandre Andrade (PSB) aparece na sequência como maior arrecadador ao contabilizar R$ 416.620 na conta eleitoral até o momento. Recurso cuja maior parte saiu do fundo do PSB, mas que também soma valores enviados por seis pessoas físicas, por exemplo. “São parentes e amigos que acreditam no projeto”, disse Andrade, apontando que, ao todo, sua campanha não deve passar dos R$ 600 mil de gasto.

Três recebem menos que R$ 100 mil cada

Os três demais candidatos a prefeito de Uberlândia não conseguiram arrecadar valores superiores a
R$ 100 mil, conforme aponta o sistema online de consulta de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de reeleição do prefeito Gilmar Machado (PT), por exemplo, arrecadou R$ 52.985 até o momento. Os recursos se referem às doações realizadas por nove pessoas físicas. “Estamos trabalhando e contando com a militância. Será uma campanha barata, mas não fizemos previsão ainda de quanto precisaremos arrecadar”, disse um dos coordenadores da campanha, Marinho Rodrigues (PT).

A assentada Cida Machado, por sua vez, arrecadou R$ 2.850 doados por seis pessoas físicas. “Recebemos apoio de militantes e simpatizantes. Ao todo, devemos gastar no máximo R$ 6 mil”, disse o presidente do Psol local, Manoel Cipriano Oliveira.

Já o professor Gilberto Cunha (PSTU) tinha R$ 560 em doações feitas por ele próprio até ontem. “Tivemos colaboração de simpatizantes e militantes que devem constar em breve. Nossa campanha fechará, no máximo, em R$ 3 mil”, afirmou.

TSE estabeleceu limite neste ano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um limite de arrecadação e gasto por parte dos candidatos a prefeito em todo País neste ano. Em Uberlândia, este teto é de
R$ 4.127.177,63.
E a partir da próxima sexta-feira (9), conforme calendário eleitoral, os partidos e candidatos deverão enviar à Justiça Eleitoral o relatório discriminado dos montantes que receberam e o que gastaram desde o início da campanha até o dia 8 de setembro. É a primeira prestação de contas oficial.

TCU aponta 38.985 doações suspeitas

O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou, na última segunda-feira (5), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório que identificou 38.985 doadores de campanha com indícios de irregularidades em contribuições feitas a candidatos na disputa municipal deste ano. O número representa 34% do total das 114.526 pessoas que tinham doado até a data.

O relatório detectou, por exemplo, cidadãos já mortos que contribuíram financeiramente para a campanha de determinados candidatos. Ainda não há, por enquanto, um detalhamento por Município sobre os casos suspeitos. A ação inédita é resultado de parceria firmada entre os dois órgãos como forma de tornar mais rígido e preciso o sistema de prestação de contas nesta campanha eleitoral.

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 3 =