SERTANEJO e FEMINISMO: É A VEZ DELAS

O ano de 2016 foi marcado por muitas crises: políticas, sociais, financeiras, etc. Mas uma em especial me chamou atenção para escrever esse texto, a crise sexual. Mais que nunca, neste ano as mulheres buscaram sua voz ativa! Cada uma de sua maneira, a maioria das mulheres este ano deram seu grito de independência. Pareço exagerar quando falo sobre a independência da mulher, mas como no início dos anos 90 quando na América do Norte apontaram movimentos que levou o surgimento das celebradas Guerrilla Girls.

As Guerrilla Girls são um grupo anônimo de feministas, artistas femininas dedicadas à luta contra sexismo e racismo dentro da arte mundial. O grupo formado em Nova York em 1985 com a missão de trazer de gênero edesigualdade racial nas artes plásticas em foco dentro da comunidade maior. Membros são conhecidos pelas máscaras de gorila que eles usam para manter o anonimato. Eles usam as máscaras para esconder sua identidade, porque eles acreditam que a sua identidade não é o que importa como GG1 explica em uma entrevista “… principalmente, queríamos que o foco seja sobre as questões, e não em nossas personalidades ou nosso próprio trabalho.” Além disso, sua identidade está escondido para se proteger da reação dos indivíduos proeminentes dentro da comunidade artística.

POR QUE MARÍLIA?

Pois bem, não estou apontando nem decretando que realmente aconteceu isso, apenas estou analisando criticamente o que eu acho ser um movimento feminista. Com mais força este ano, o feminismo deu voz à várias mulheres e em vários setores culturais, e um dos mais importante atualmente,  a música, se viu invadida também pelo movimento. Nomes de destaque apontaram, um me chama  muito a atenção: Marília Mendonça.

Fora dos “padrões” estéticos impregnados pela mídia, Marília tem sua beleza própria e faz qualquer um calar quando abre sua boca e mostra sua voz.

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O mais impactante de Marília  é que ela fala do feminismo sendo mulher, dócil e falando dos dilemas da mulher. Há tipos de feminismo, um dos mais criticados, que procura tirar da mulher suas características (sensibilidade, delicadeza, e outros estereótipos). É confuso citar um feminismo que enaltece a mulher com os dilemas que outro tipo de feminismo combate, mas não deixa de ser feminismo.

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Em suas letras, muito bem compostas,  Marília mostra que a mulher também tem seu poder de escolha e que também pode ser  a força dominante da relação. O sertanejo com Marília ganhou a realidade das ruas, das casas e finalmente representa  a realidade dos relacionamentos atuais.

Se você ainda não provou a realidade crua de Marília Mendonça, pesquise no Youtube músicas como: Infiel, Folgado,  Eu sei de Cor e Alô Porteiro. Somente essas músicas já são a dose suficiente de realidade que o sertanejo precisa, mas a obra de Marilia é bem maior e promete provocar mais mudanças na musica brasileira.

A música te agradece Marília, prossiga!

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