Servidores da Prefeitura voltam a receber de forma escalonada

Fonte: Jornal Correio

A medida foi adotada como alternativa à queda na arrecadação, na ordem de R$ 52 milhões, provocada, principalmente, por reduções nos repasses do ICMS, vindo do Estado, e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), proveniente da União. A arrecadação do IPVA, apesar de ter sofrido aumento nos últimos dois meses, não compensou as perdas acumuladas no primeiro semestre de 2016. “A receita própria não caiu na mesma proporção que as transferidas. Não só Uberlândia, mas todos os Municípios passarão um segundo semestre muito difícil”, disse o secretário de Finanças Carlos Diniz.

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No último dia 30, todos os servidores receberam R$ 800 de seus pagamentos. O restante será pago conforme o calendário divulgado ontem por Diniz. “Essa agenda nós teremos que cumprir até o final do ano. Se o dinheiro estiver nos cofres municipais antes desse prazo, faremos o pagamento antes.”

Ainda segundo o secretário, a expectativa é de fechar sem dívidas as contas da Prefeitura no fim deste ano. “Independentemente do próximo prefeito, o último ano de governo é um ano atípico, em que deve ser cumprida a Lei de Responsabilidade Fiscal e nela está imposta a necessidade de passar o governo sem dívidas ou com dividas a serem passadas que tenham receita a ser recebida”, Diniz.

Primeiro semestre

Nos seis primeiros meses de 2016, foram arrecadados 71,99% (R$ 950 milhões) dos R$ 1,3 bilhão esperados. A perda em arrecadação acumulada neste período chegou a R$ 52 milhões.

Orçamento

Para equilibrar o caixa municipal, a Prefeitura de Uberlândia também fará cortes no Orçamento até o fim do ano. Investimentos como em softwares para as Secretarias de Saúde e Finanças e o contingenciamento de viagens, diárias e obras feitas com recursos próprios da Prefeitura foram cortados. “Os cortes serão naquilo que está sendo licitado em todas as secretarias. Despesas que não têm vínculo direto com as necessidades da população, a exemplo de saúde e educação”, disse o secretário da pasta, Carlos Diniz.

As obras financiadas com recursos de empréstimos, como o corredor de ônibus da avenida Segismundo Pereira, na zona leste, o viaduto da rua Olegário Maciel, no setor central e a nova sede do Dmae, no bairro Tibery, também na zona leste, não deverão ser afetadas.

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